7 de Maio de 2020

Secretária de Cultura relativiza mortes por covid-19 e tortura em entrevista

Imagem: www.poder360.com.br (foto: Isac Nóbrega)

Após minimizar a crise do novo coronavírus [1] , a secretária da Cultura Regina Duarte dá entrevista à CNN Brasil [2] onde afirma que ‘sempre houve tortura e que não quer arrastar um cemitério (…). Porque olhar para trás?’, relativizando os impactos causados pela ditadura e afirmando que ‘na humanidade não para de morrer gente’ [3]. A atriz também canta trecho do jingle da Copa de 1970 para mudar de assunto. Além disso, afirma que a pandemia de covid-19 está trazendo ‘morbidez’ [4]. As falas de Duarte se dão em meio à turbulências sobre sua permanência ou não no governo [5]; a secretária foi bem vista pelo Planalto após a entrevista, segundo a Folha de São Paulo [6]. Houve repercussão interna na CNN em razão da repercussão ruim da entrevista [7]. Mais de 400 artistas repudiaram as declarações de Duarte e publicaram manifesto [8]. Vítimas do regime militar entram com ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra a ex-secretária e a União [9]. Em 22/07, a juíza responsável pela ação extingue o processo em relação à Duarte, mas mantém a União como ré [10][11][12] [13].

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Análises sobre o caso

Leia reportagem sobre o jingle cantado por Duarte e a ditadura militar [an1] e sobre a CNN Brasil e o governo [an2]

[O Globo] Saiba como 'Pra frente Brasil' virou símbolo da ditadura [Piauí] O que move a CNN Brasil

Fontes