16 de Janeiro de 2020

Secretário da Cultura lança vídeo sobre prêmio de artes com referências nazistas

Imagem: site revistacult.uol.com.br / reprodução

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Roberto Alvim, então Secretário de Cultura, lança vídeo em que divulga o Prêmio Nacional das Artes em rede social da Secretaria Especial de Cultura. Por usar referências ao Ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, o discurso é duramente criticado nacional [1] e internacionalmente [2]. A reação resulta na demissão de Alvim no dia seguinte [3]. Manifestaram-se, por exemplo, o Pacto pela Democracia [4], a Confereção Israelita do Brasil [5], o presidente da OAB [6], a Embaixada da Alemanha no Brasil [7] e o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia [8]. Em seguida, é suspenso o edital do Prêmio lançado pelo ex-Secretário no vídeo [9]. Por outro lado, um advogado não ligado ao ex-Secretário impetra Habeas Corpus ao STF pedindo suspensão da exoneração de Alvim, sob alegação de que não teria havido contraditório e o exonerado teria sido ‘execrado’ publicamente [10]. Em 06/04/2020 o STF nega a tutela requerida [11]. Vale lembrar que, quando recém empossado em novembro de 2019, o ex-Secretário fez discurso na UNESCO que chamou atenção de delegações estrangeiras por seu tom ultraconservador [12].

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Análises sobre o caso

Leia as análises sobre a comparação do discurso de Alvim e de Goebbels [an1], a aceitação desse tipo de discurso no cenário político atual, segundo historiadores [an2], os paralelos com o contexto cultural da Hungria [an3] e os paralelos com o período alemão pré-nazista [an4]

Como Roberto Alvim imitou o discurso de Goebbels no vídeo que levou à sua demissão Por que falas como a de Alvim têm espaço no bolsonarismo A política cultural na Hungria. E os paralelos com o Brasil A República de Weimar foi ontem e é hoje