29 de Novembro de 2021

Presidente da Fundação Palmares comemora que não recebe lideranças do movimento negro há 2 anos

De acordo com Sérgio Camargo, os integrantes do movimento negro são 'escravos do esquerdismo que degrada e rebaixa o negro'.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, escreve nas redes sociais que, após dois anos à frente da instituição não recebeu ‘nenhuma liderança do assim chamado movimento negro, em tom elogioso. Sou um negro livre! Não tenho que dialogar com escravos’ [1]. Após a repercussão da declaração, Camargo complementa afirmando que as lideranças de movimentos negros são ‘escravos do esquerdismo que degrada e rebaixa o negro’ e que ‘o movimento negro não representa os negros decentes do Brasil. É apenas, e tão somente uma militância rancorosa e fracassada’ [2]. No dia anterior, Camargo disse que o movimento negro é ‘inútil e ridículo’ e que ‘para a esquerda, pretos são como cães obedientes e servis, sem opinião e vontade própria’ [3]. Em outras oportunidades, o presidente da Fundação Palmares afirmou que o movimento negro é uma ‘escória maldita’ [4], que não há ‘racismo real’ no país [5], que o Dia da Consciência Negra ‘é uma data vergonhosa [6] e que pretende trocar o nome da instituição para homenagear a princesa Isabel em detrimento de Zumbi [7].

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Análises sobre o caso

Leia as análises sobre o discurso negacionista promovido por Sérgio Camargo, o declínio da Fundação Palmares e como a gestão Bolsonaro promove o desmonte da instituição.

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