1º de Fevereiro de 2022

Secretário especial da Cultura nomeia pessoa sem experiência para cargo no departamento de Empreendedorismo Cultural

A indicação da advogada Lais Sant’Anna Soares, que namora o deputado federal Carlos Jordy (PSL) aliado ao presidente Bolsonaro, é criticada. Após a saída de Mário Frias do cargo de secretário, Soares é exonerada.

Secretário especial da Cultura, Mario Frias, nomeia [1] para o cargo de Coordenadora de Inovação no departamento de Empreendedorismo Cultural a advogada Lais Sant’Anna Soares, namorada do deputado federal aliado ao presidente Bolsonaro, Carlos Jordy (PSL) [1]. Soares atuou nos últimos três anos na área de família e não há evidências de que tenha experiência na área de empreendedorismo cultural [2]. De acordo com decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, para ocupar o referido cargo é necessário que o candidato possua experiência profissional de, no mínimo, dois anos em atividades correlatas às áreas de atuação do órgão ou às atribuições e às competências do cargo ou da função; tenha ocupado cargo em comissão ou função de confiança em qualquer Poder; possua título de especialista, mestre ou doutor em área correlata às áreas de atuação do órgão ou às atribuições do cargo; seja servidor público ocupante de cargo efetivo de nível superior ou militar do círculo hierárquico de oficial ou oficial-general e; tenha concluído cursos de capacitação em escolas de governo em áreas correlatas ao cargo ou à função para o qual tenha sido indicado, com carga horária mínima acumulada de cento e vinte horas; nenhum dos requisitos é preenchido por Soares [3]. A nova coordenadora e Jordy se casam duas semanas após a nomeação [4]. Durante entrevista, ao ser questionado sobre a decisão, Frias afirma que a ‘menina’ é do ‘grupo político e questiona: ‘Preferia que eu tivesse nomeado a esposa do Lula? Você preferia que eu tivesse proximidade com a esposa do Lula?’ [5]. Um mês após a saída de Frias da Secretaria para concorrer às eleições como deputado federal, Soares é exonerada [6] [7]. Durante o governo Bolsonaro ocorreram diversas nomeações atécnicas no âmbito da Cultura, como a de advogado para secretário-adjunto da pasta [8], a de blogueira para a coordenação da Funarte [9], a de presidentes com posturas prévias intolerantes para a Funarte e Biblioteca Nacional [10], de amiga da família Bolsonaro para a presidência do Iphan [11] e indicações por influência política nas superintendências do Iphan [12].

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